Os Heróis não se Entregam (Counterpoint - 1968)

Os heróis não se entregam
(Counterpoint - 1968)
Drama de guerra.
Diretor:Ralph Nelson



Com: Charlton Heston, Maximilian Schell, Kathryn Hays, Leslie Nielsen, Anton Diffring

No inverno de 1944, na Bélgica ocupada, durante a contra-ofensiva das Ardenas, uma orquestra sinfônica a serviço dos Aliados (para distração das tropas) é capturada pelos nazistas e detida num destacamento alemão (um castelo na Bélgica). As ordens de Berlim são para que nenhum prisioneiro seja mantido com vida.
De nada adianta alegarem que são "não-combatentes", muito menos músicos de renome internacional. Todos são "condenados" à morte por um oficial alemão, mas, quando já se perfilavam diante do batalhão de fuzilamento, o General-comandante (um homem culto, aficionado por música erudita) reconhece o prisioneiro-maestro e resolve adiar a execução em troca de uma performance da orquestra.
O maestro decide ganhar tempo para ver se conseguem algum jeito de escapar e vai desconversando, negando a princípio, alegando que precisam treinar constantemente, etc. As coisas se complicam quando os músicos descobrem que dois soldados americanos haviam se misturado aos elementos da orquestra e precisam se esconder. Traçam, então, um plano de fuga, que deverá contar com a ajuda da resistência belga infiltrada no castelo.
O maestro, interpretado por Charlton Heston, é uma lenda internacional, dotado de forte personalidade e liderança. Por sua vez, o General alemão, bastante jovem para o cargo, tem personalidade semelhante. Começa então um interessante embate psicológico mantido entre ele e o General (Maximilian Schell), evidenciando-se ambas as personalidades instigantes - cultos e egocêntricos.




Curiosidades:



- O General alemão vivido por Maximilian Schell foi provavelmente inspirado no General Hasso-Eccard Freiherr von Manteuffel que, de fato, atuou nas Ardenas e era jovem para o cargo (47 anos, à época).

- Apresentam-se no filme os comandos treinados pelo lendário agente alemão Otto Skorzeny, formado por jovens que falavam inglês fluentemente e se travestiam com uniformes americanos, causando confusão no front das Ardenas.

- Um dos soldados infiltrados na orquestra fingia tocar no ensaio, quando um oficial alemão desconfiou dele por ser um músico muito jovem e ordenou que tocasse algo sozinho; todos ficam apavorados, mas o soldado começa de fato a tocar uma das poucas que ele havia aprendido de ouvido quando estudante - o hino americano - deixando o oficial alemão convencido e irritado.




- Há uma cena curiosa, em que o maestro é obrigado (vestindo um smoking) a usar uma metralhadora, um artista que supostamente nem saberia sequer pegar numa arma.

A curiosidade fica pelo fato de ser citada essa incapacidade do maestro no filme, enquanto o ator - Charlton Heston - era, na realidade, um dos líderes da NRA - a famosa associação de armas americana e, claro, um expert em armamentos.

- As performances Charlton Heston e Maximilain Schell são inesquecíveis bem como a trilha sonora repleta de obras primas da música erudita, com referências a Wagner... dentro dessa visão de "contraponto" (of course). Tocar Wagner para os alemães ouvirem é moeda de troca para o maestro. (Richard Wagner, divinizado pelos nazistas, foi um compositor alemão do século 19 que colocava judeus como os vilões de suas óperas).



- Não é exatamente uma película para quem gosta de "filmes de guerra". Há críticos que consideram a história inverossímel. De fato, trata-se de um drama, de uma ficção, e o principal "personagem" do filme são os diálogos do roteiro mantidos entre ambos os personagens principais - de Heston e Schell, recheados de referências culturais e morais - daí o título "Counterpoint" (contraponto) - talvez uma metáfora de comparação e/ou contraponto entre os dois lados do conflito mundial, suas semelhanças e diferenças.

Oriza Martins//


MEGALISTA de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial

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Inferno nos Céus

Inferno nos Céus - (633 Squadron)

Um filme para quem curte batalhas aéreas e/ou admira a hstória heróica da Resistência Norueguesa.

Para realização desse filme, que é baseado em uma história verdadeira, um esquadrão de lendários bombardeiros Mosquito foi recuperado de seu estado de deterioração quase total. Impressionantes seqüências de vôo, som aterrador e soberbos efeitos especiais fazem deste um dos mais filmes de combate aéreo mais realistas que já apresentados nas telas.

Contém algumas das mais emocionantes cenas de batalha aérea já registrada em celulóide.
Excitação, aventura, ousadia e coragem nos céus mortais do norte da Europa são o 'material certo' para este drama aéreo da 2ª Guerra Mundial.


Dois vencedores do Oscar® encabeçam o excelente elenco: Cliff Robertson (Melhor Ator, Os Dois Mundos de Charly, 1968) e George Chakiris (Melhor Ator Coadjuvante, Amor, Sublime Amor, 1961). Robertson, um hábil piloto na vida real, interpreta um aviador cansado pelas batalhas, cujo esquadrão da R.A.F. recebe a missão aparentemente suicida de destruir uma fábrica nazista de combustível para foguetes encravada em um fiorde norueguês. Chakiris interpreta um soldado da resistência cujo destino consta entre as diversas ironias do roteiro escrito com maestria.

Paris está em Chamas? (Paris Brûle-t-il? - 1966)

Paris está em chamas?
É um filme feito ao estilo de "O Mais Longo dos Dias".
Com 165 minutos, em preto e branco, um quase-documentário, mostrando os dias que antecederam à libertação de Paris, em agosto de 1944.

Seu elenco também é estelar, com famosos nomes do cinema vivendo papéis grandes ou pequenos, mas de rápida abordagem, por conta da grande quantidade de informações que precisam ser passadas em menos de três horas de filme. (Jean Paul Belmondo, Charles Boyer, Kirk Douglas, Leslie Caron, Alain Delon, Glenn Ford, Anthony Perkins, Orson Welles, Yves Montand, Simone Signoret, entre outros).

Sinopse:Durante quatro anos e meio, na 2ª Guerra Mundial, Paris esteve ocupada. Quando a guerra já estava perdida para a Alemanha e o avanço dos Aliados para recuperar a capital francesa era inevitável, partiu uma ordem do próprio Hitler (Billy Frick) para incendiar Paris totalmente, incluindo seus monumentos e museus. Entretanto o próprio comandante alemão em Paris reluta em dar esta ordem, pois considera tal sacrifício inútil. O General von Choltitz era admirador das artes e preferiu negociar com a Resistência Francesa, poupando a cidade da destruição. Em poucos dias, estoura a insurreição popular, liderada pela Resistência Francesa, culminando com a Batalha de Paris e a retomada triunfal da capital em 25 de agosto de 1944.

Título Original: Paris Brûle-t-il?
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 165 minutos
Ano de Lançamento (França / EUA): 1966
Estúdio: Marianne Productions S.A. / Transcontinental Films
Direção: René Clement
Roteiro: Gore Vidal e Francis Ford Coppola, baseado em livro de Larry Collins e Dominique LaPierre
Produção: Paul Graetz
Música: Maurice Jarre

Elenco
Jean-Paul Belmondo (Pierrelot / Yves Morandat)
Charles Boyer (Dr. Monod)
Leslie Caron (Françoise Labé)
Jean-Pierre Cassel (Tenente Henri Karcher)
Bruno Cremer (Coronel Rol Tanguy)
Claude Dauphin (Coronel Lebel)
Alain Delon (Jacques Chaban-Delmas)
Kirk Douglas (General George S. Patton Jr.)
Pierre Dux (Cerat / Alexandre Parodi)
Glenn Ford (General Omar N. Bradley)
Gert Fröbe (General Dietrich von Choltitz)
Daniel Gélin (Yves Bayet)
Hannes Massemer (General Jodl)
Harry Meyen (Tenente von Arnin)
Yves Montand (Sargento Marcel Bizien)
Anthony Perkins (Sargento Warren)
Michel Piccoli (Edgar Pisani)Wolfgang Preiss (Ebernach)
Claude Rich (General Leclerc)
Robert Stack (General Sibert)
Jean-Louis Trintignant (Capitão Serge)
Pierre Vaneck (Major Roger Galois)
Marie Versini (Claire Morandat)
Skip Ward (Charlie)
Orson Welles (Cônsul Raoul Nordling)
Billy Frick (Adolf Hitler)
Ernst Fritz Fürbringer (General von Voineburg)
Simone Signoret
Georges Géret
George Chakiris
E.G. Marshall
Michel Lonsdale

Curiosidades:



- É antológica a cena em que um representante da Resistência Francesa vai até o front dialogar com os americanos e é atendido por um general. O militante fica sem fôlego ao saber que estava conversando com o General Patton em pessoa - vivido por Kirk Douglas -, que lhe oferece um vinho para brindarem à libertação de Paris (Patton adorava pessoas de coragem e curtir grandes momentos).


- Outra cena curiosa: em meio à algazarra com a chegada dos americanos, beijos das francesas, etc., um recruta fica sem fala quando de repente se depara com a Torre Eiffel.


- Recebeu 2 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Fotografia - Preto e Branco e Melhor Direção de Arte - Preto e Branco


- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora.

- Um dos motivos pelos quais se optou por rodar o filme em preto e branco foi a cor das bandeiras nazistas, já que as autoridades francesas não permitiram que bandeiras nazistas com as cores vermelha e preta fossem exibidas em Paris.

- Alguns dos atores franceses do elenco, entre eles Charles Boyer, Leslie Caron e Jean-Pierre Cassel, dublaram seus próprios personagens na versão em inglês do filme.

- Durante as filmagens um carteiro francês caiu de sua bicicleta ao ver um grupo de extras vestidos como soldados nazistas em pleno Champs Elysées, durante uma pausa para o almoço. O carteiro começou a correr e a gritar que "eles estavam de volta".

- Os créditos finais são exibidos a cores.
Fontes: IMDb, adorocinema, wikipedia


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