Os Deuses Vencidos (The Young Lions - 1958)

Os Deuses Vencidos
Título Original: The Young Lions

Tempo de Duração: 167 minutos

Ano de Lançamento (EUA): 1958

Estúdio: 20th Century Fox

Em 1958, quando as brasas ainda ardiam sob as cinzas da Segunda Guerra, houve protestos por Marlon Brando representar um alemão "humano", vivendo as profundas contradições e a complexidade de um homem decente que acaba se tornando um oficial nazista.

Os Deuses Vencidos conta a história da 2ª Guerra Mundial do ponto de vista de ambos os lados (americano e alemão).

O lado americano é representado por Montgomery Clift e Dean Martin.






E o alemão, tragicamente intenso, apresentado por Brando.

Baseado na obra de Irwin Shaw.


No início do filme, em 1937, o jovem alemão Christian Diestl (Brando), um instrutor de esqui, sente-se atraído por uma moça americana, mas esta se retrai ao perceber que ele sinceramente acredita nas boas intenções de Hitler.

Com a queda da França, em 1940, toda a Europa se curva ante o invasor nazista e Christian se torna um oficial.




Pelo lado americano, Michael Whiteacre (Dean Martin), um astro da Broadway, e o jovem judeu Noah Ackerman (Montgomery Clift) se engajam na luta, tornando-se amigos.


Também atua no filme o consagrado ator austríaco Maximilian Schell, que viria a receber o Oscar por interpretar o advogado de defesa dos nazistas em Julgamento em Nuremberg.


Em uma superprodução, com quase 3 horas de duração, a ação do filme corre em tramas paralelas, mostrando ambos os lados, seus conflitos humanos e contradições, com os personagens tendo os destinos cruzados, no trágico cenário.

O oficial alemão acaba por compreender toda a vasta extensão da barbárie contra a humanidade - a qual ele ajudou a cometer.
Premiações:

- Recebeu 3 indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Som, Melhor Fotografia - Preto e Branco e Melhor Trilha Sonora.

- Recebeu 2 indicações ao BAFTA, nas seguintes categorias: Melhor Filme e Melhor Ator Estrangeiro (Marlon Brando).

Fontes: cinemaemcena - adorocinema - IMDb - submarino

 MEGALISTA de filmes sobre a Segunda Guerra Mundial

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O Mais Longo dos Dias

O Mais Longo dos Dias

Título Original: The Longest Day
Duração: 178 minutos
Cor: Preto & Branco

País de Origem: EUA
Direção:Ken Annakin, Andrew Marton, Gerd Oswald, Bernhard Wicki, Darryl F. Zanuck,
Como Adquirir




Sinopse: em 6 de junho de 1944, a Invasão Aliada - Operação Overlord - marcou o início do fim da dominação nazista na Europa. O ataque envolveu 3.000.000 homens, 11.000 aeronaves e 4.000 navios, que compunham a maior armada que o mundo já viu. Apresentado em sua versão original em preto & branco, O Mais Longo dos Dias é uma reconstituição vivida, momento a momento, deste evento histórico. Apresentando um elenco de astros internacionais, e narrado do ponto de vista de ambos os lados, é um olhar fascinante que presencia os enormes preparativos, os erros e acontecimentos inesperados que determinaram o resultado de uma das maiores batalhas da História. Vencedor de dois Oscar® (Efeitos Especiais e Fotografia), O Mais Longo dos Dias está entre os verdadeiros grandes filmes de guerra de Hollywood.

Elenco: John Wayne, Robert Mitchum, Henry Fonda, Robert Ryan, Rod Steiger, Richard Todd, Richard Burton, Robert Wagner, Mel Ferrer, Jeffrey Hunter, Paul Anka, Sal Mino


Comentários e Curiosidades:

O Marechal de Campo alemão Erwin Rommel, responsável pela defesa do Atlântico Norte, na Segunda Guerra Mundial, disse que, quando acontecesse a invasão dos Aliados na Europa continental, aquele seria "o mais longo dos dias".
Rommel estava certo. Ele próprio encontrava-se em visita à família na Alemanha, a centenas de quilômetros de distância de seu QG francês, onde só conseguiu chegar ao entardecer, mais ou menos na hora em que Hitler acordava, pois seus Generais temiam enfurecê-lo se interrompessem seu sono.
Naquele momento várias cabeças-de-ponte já estavam estabelecidas nas praias da Normandia.
Nessa histórica madrugada de 6 de junho de 1944 começara a invasão aliada à França, chamada operação Overlord. A data foi batizada de "Dia D", e o ataque envolveu 3.000.000 homens, 11.000 aeronaves e 4.000 navios, que compunham a maior armada que o mundo já viu, na mais espetacular operação de guerra da História.
Se comparado a outros filmes que abordam o mesmo tema, como O Resgate do Soldado Ryan, o Mais Longo dos Dias não impressiona pela carnificina gerada na realidade, mas trata-se de uma narrativa didática, eficiente, e que nunca nos cansamos de assistir, apesar da longa duração.
No final, ainda fica um sabor de "quero mais".

Fontes: 2001Video - Submarino - IMDb

Dias de Glória (Indigènes - 2006)

Dias de Glória (Indigènes)
Uma das mais caras produções francesas chega às telas abrindo fogo contra a própria França - que esquece seus heróis.
Indigènes” - França/Marrocos/Argélia/Bélgica, 2006.
- 128 min.
Direção: Rachid Bouchareb.
Estrelando: Jamel Debbouze, Sami Bouajila, Samy Naceri, Roschdy Zem.
Distribuidora: Mars Distribution/VideoFilmes
Um filme sobre os atiradores africanos que lutaram pela libertação da França e acabaram como os heróis esquecidos.

Said, Messaoud, Abdelkader e Yassir, apesar de heróis do exército francês, foram esquecidos pela história. Assim como os 130.000 soldados magrebinos e africanos originários das colônias francesas, esses quatro jovens alistaram-se voluntariamente para libertar uma “pátria-mãe” (que não conheciam) do jugo nazista. O filme Indigènes (Indígenas), dirigido pelo francês de origem argelina Rachid Bouchareb (autor do comentado Little Senegal, de 2001, cujo tema era a memória da escravidão), homenageia esses soldados esquecidos e busca mostrar a importância do papel que desempenharam para que nos lembremos hoje.

No Festival de Cannes de 2006, quatro dos cinco atores franceses que receberam a Palma de Ouro de melhor ator, coletivamente recebida por seus papéis de soldados magrebinos voluntariamente alistados no exército francês em 1943, em Indigènes, de Rachid Bouchareb. Bernard Blancan, Jamel Debbouze, Roschdy Zem et Sami Bouajila. Faz parte dessa co-produção francesa, marroquina, argelina e belga a fina flor dos atores franceses de origem magrebina. Sami Bouajila, Roschdy Zem, Samy Nacéri e Jamel Debbouze envolveram-se pessoalmente nesse projeto, chegando até a descobrir seus sobrenomes na lista desses soldados que, para lutar por seus ideais, abandonaram mulheres e filhos por uma terra desconhecida.


O conhecido Jamel Debbouze, co-produtor do filme, conseguiu fazer com que o rei do Marrocos pusesse a logística do exército do país à disposição da equipe de produção. “O filme de Rachid mostra as boas e nobres causas a defender, explica o humorista e ator de teatro de origem marroquina, que encarna um jovem pastor argelino. Era natural e lógico ir diretamente à fonte para defendê-lo.” Para ele, Indigènes é “um ‘post-it’ para a História”, além de ser uma maneira de sensibilizar os espectadores para a situação atual desses heróis esquecidos. “Eu os encontrei, estão nos abrigos Sonacotra, acrescenta o ator emocionado. Eles estão hoje com oitenta anos. Em cinco anos, não restará mais nenhum!” (Fonte:ambeafrança.org)

"Todos se unem em território europeu para libertar a França da ameaça nazista em 1943. Todos têm um motivo especial para se alistar. Said (Debbouze) deseja libertar a Pátria Mãe. Yacine (Samy Naceri) vê no processo de libertação da França uma oportunidade de dar melhores condições a sua própria família, cometendo furtos de guerra junto com seu irmão. O cabo Abd el-Kader (Sami Bouajila, de “Caché”), o único alfabetizado do grupo, torna-se uma espécie de líder entre os soldados árabes e africanos, contestando a hierarquia militar e acusando os abusos que sofrem. Messaoud (Roschdy Zem) se apaixona por uma francesa, algo mal visto na colônia, e passa a sonhar em se instalar em Marselha. Todos perseguem seus direitos enquanto franceses, mas o modo como são tratados, seu cotidiano e as missões que enfrentam (caminhando pelas montanhas até revelarem os pontos da artilharia nazista) provam o contrário. (Fonte: Zetafilmes)
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